Dia do trabalho nas ruas - VINICIUS TORRES FREIRE
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Dia do trabalho nas ruas - VINICIUS TORRES FREIRE


FOLHA DE SP - 07/07

Centrais próximas do governo, de oposição e meio-termo tentam colocar 'pauta trabalhista' na rua


AS MANIFESTAÇÕES do gênero "o povo acordou", espécie "difusas", vinham minguando neste início de férias escolares. No vácuo ou no embalo apareceram manifestações "setoriais", vamos dizer assim.

Pelo menos em São Paulo e no Rio, eram a princípio protestos não muito numerosos de pobres periféricos contra a vida horrível em seus bairros distantes, para as quais não se deu muita bola.

Na sequência, apareceram algumas manifestações corporativas. Um sindicato ali, outro aqui, policiais em pequeno número, médicos etc. e, mais ruidosos, caminhoneiros.

Os bloqueios de estradas irritaram Dilma Rousseff, que chegou a falar em "ordem e progresso" (quem diria), e empresários. Os caminhoneiros tornaram-se até conversa de gente do mercado financeiro, a qual, em dia de mau humor geral na praça do mercado, falava do "risco de imagem [do país]" devido à "desordem".

Na quinta-feira que vem tem "Dia Nacional de Luta com Greves e Mobilizações", mistura de greves parciais, "flash mobs" sindicais, paradinhas de duas horas, operações padrão e, provavelmente, bloqueio de estradas próximas de fábricas e portos, além de avenidas centrais de cidades maiores.

Há sindicalistas animados a dizer que "500 mil trabalhadores vão para as ruas em todo o país". Muitos dizem ter sido incentivados por Lula.

Mesmo que meio milhão vá para as ruas, as manifestações podem ser picadas em termos de multidão e divididas em termos políticos (há centrais de oposição e adeptas do governo do PT). Ainda assim, em caso de sucesso, é barulho, sinuca e dor de cabeça adicional para um governo [do Partido] dos Trabalhadores.

Partidos pequenos de esquerda e sindicalistas coligados pretendem azedar ainda mais o clima para Dilma Rousseff e o PT. Mas a CUT governista irá para a rua, assim como a Força Sindical oposicionista em termos, além de outras cinco centrais. Haverá "independentes". Motoboys. Motoristas de ônibus. Caminhoneiros. Metalúrgicos, bancários, portuários etc. MST.

Os sindicalistas pretendem parar por algumas horas as principais rodovias do país, além de metrôs e portos. Os protestos começam, divididos, às seis da manhã. No início da tarde, se juntam em algum ponto central das cidades.

O que querem as centrais? "Incorporar a pauta trabalhista no movimento de protesto". Especificamente, querem redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais sem redução de salário. Fim do fator previdenciário (na prática, aumento de aposentadorias). Derrubada de um projeto de lei que facilita e regula a terceirização (PL 4330). Despesa de 10% do PIB em educação; de 10% do Orçamento federal em saúde. Transporte mais barato. Suspensão dos leilões do petróleo (fim da "privatização" da exploração do petróleo). Reforma agrária.

A CUT quer ainda "democratização da mídia" e "reforma política por meio de plebiscito".

Empresários "aderiram" ao protesto do gênero "gigante acordou"; começaram a reclamar depois dos protestos dos caminhoneiros. Agora, estão entre ansiosos e irritados com essa história do "Dia de Luta", "que pode colar e levar o Congresso a fazer mais populismos", segundo um industrial paulista, também ele sindicalista, empresarial.




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